sábado, julho 11, 2009
Cuidado, muito cuidado
quarta-feira, julho 08, 2009
Invensões úteis


Mas eis que então aparecem visitas. Como o espaço nunca é muito, temos que arranjar boas soluções para as acomodar, tais como:




Mas se eles vierem para ficar, nada melhor do que presenteá-los com esta cama:







domingo, julho 05, 2009
A explicação da odisseia feminina de ir em grupo à casa de banho!
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui, tou-me a mijar!".
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa... Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...
Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita pública"*, e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta... ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??).... Estás exausta! Quando
páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
"Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e *a dignidade*.
*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa de banho?" .... IDIOTAS!*
sexta-feira, julho 03, 2009
"Eu gosto é do Verão!" - Ep. 2
Depois daquela bela visão de manhã, a qual partilhei no post anterior, julguei que já nada me surpreendia mais hoje. Enganei-me, e enganei-me da forma mais nojenta que se possa enganar, que eu não voltei a ver o meu almoço novamente por volta de meio da tarde por uma unhinha negra!
É pena não ter tirado uma foto à cara do homem, porque este sim, completava muito mais o ramalhete com uma foto frontal. Em todo o caso, é algo parecido com isto:
Estava eu a explicar ao homem como trabalhava o telemóvel, quando olho para ele, ligeiramente debruçado em cima da minha mesa e começo a ver um fio de ranho a escorrer, mesmo em direcção ao meu telefone de mesa.
Por uns segundos, fiquei simplesmente estupefacta, tentei voltar a olhar para o telemóvel e falar mas só consegui ver aquela substância viscosa a escorrer pelo auscultador a baixo e eu a entrar em choque! Reparem bem:


Consegui despachá-lo, atender os dois clientes que estavam em espera e rezar para que o telefone não tocasse entretanto. Agarrei em papel higiénico e álcool (algum tempo de andar feita barata tonta porque nem sabia com que havia de limpar aquilo... tudo me parecia demasiado limpo para o efeito) e foi limpar e desinsfectar o meu querido telefone.
Ah, já me esqueci-a que me ficou a dever 40 cêntimos e ainda ficou todo ofendido porque eu estava na eminência de não lhe fazer o carregamento por causa disso. Esse valor foi o meu lucro no meio daquilo tudo!!
Com isto concluo que o dia até não me correu mal...
Rubrica "Eu gosto é do Verão!" - Ep. 1
Estava eu aqui repimpada na minha secretária quando vejo entrar o espécimen abaixo ilustrado (que neste momento já vai de saída) que se dirigiu a mim para fazer um carregamento de telemóvel e perguntar o preço das chamadas (como é óbvio, não me indicou o tarifário, logo teria que lhe responder por telepatia). A conversa foi algo parecido com:
Cliente: Bom dia.
Eu: Bom dia.
Clt: Queria carregar o telemóvel.
Eu: Número?
(deu-me o cartão com a referência e fiz o carregamento, evitando olhar para aquela figura...)
Terminei o carregamento, dei-lhe o talão, ele deu-me o dinheiro e depois pergunta:
Clt: Qual é o preço das chamadas 96 para 96?
Eu: Qual é o tarifário que tem?
Clt: ?! Tarifário? (depois de pensar um pouco...) não sei o que isso é...
Eu: O tarifário é o plano de preços das suas chamadas, que só lhe posso dizer quanto custam se me disser que tarifário tem.
Clt: Pois, não sei. Eu não estou cá e isto é uma carta emprestada, não sei...
Eu: Pois, realmente não posso ajudá-lo assim...
Clt: Mas nem o valor aproximado?
Eu: Depende, mas devem rondar entre os 25 e os 15 cêntimos/minuto...
Clt: Ah, obrigado...
E foi-se embora, momento então em que eu consegui captar esta imagem:
Pelo meu comentário, podem achar que eu sou uma púdica por estar a ver o homem nestes trajes, mas isso é porque não o viram pela frente... Além de já algo "fora do prazo de validade", ainda tinha a mania que era bom! Eu tinha vergonha, mesmo que tivesse um corpo muito bom, de entrar numa loja assim naquelas figuras! Mas são estas as vantagens de se trabalhar perto da praia...quinta-feira, julho 02, 2009
Air New Zealand aposta na informação a "nu"
A «Air New Zealand», companhia aérea da Nova Zelândia, criou um vídeo que prende a atenção de qualquer pessoa, especialmente pela substituição das tradicionais fardas, por pintura corporal.
Se algum dia estiver num avião desta companhia, e assistir a um vídeo sui generis, onde a tripulação apresenta os procedimentos de segurança com um traje muito particular, ou melhor, sem qualquer roupa, então está prestes a voar ao serviço da companhia «Air New Zealand».
Trata-se de uma forma original de substituir as habituais indicações de segurança antes de o avião levantar voo. Poderá dizer-se que aqui ninguém fica desatento.
Vídeo das Indicações de Segurança
A empresa criou, também, um vídeo de apresentação do guia de segurança a bordo onde os procedimentos são exemplificados pela tripulação, completamente nua, apenas com uma simulação de uniforme, pintado em todo o corpo.
Com os mesmos moldes, lançou uma publicidade, na tentativa de mostrar às pessoas que «nada tem a esconder». Em vez das tradicionais fardas vestidas pela tripulação, comandante e hospedeiras de bordo «despiram-se» de preconceitos e apresentaram-se com um uniforme, pintado.
Vídeo da publicidade
Vídeo do making-off da publicidade
Bom, devo confessar que esperava que as hospedeiras e, em especial, os hospedeiros, andassem nuzitos da silva só com as pinturas mesmo no trabalho real, mas afinal é só para as filmagens...
Pus o making-off porque ainda é o sítio onde se vê mais alguma coisa de jeito...



